7 de novembro de 2009

Desmundo

O amor deveria ser um barquinho no cais
E não a luz no fim do túnel.

17 de setembro de 2009

Aniversário

Há anos não tenho um tão bom.

Obrigada!

1 de setembro de 2009

O primeiro de muitos

Lembra quando éramos apenas dois estranhos se admirando por entre as frestas? Quando a única coisa que tínhamos em comum era o trabalho? Ou quando você me ofereceu um cookie que não tinha sabor mentos?
Lembra quando você pegou minha mão e, com a maior timidez do mundo, me pediu um beijo, ali mesmo, na frente de todos? Lembra do nosso primeiro filme, do nosso primeiro show, da nossa primeira noite? Lembra da primeira briga e, depois, quando te pedi desculpas? Você se lembra de quando eu chorei no seu colo por medo de me entregar? Lembra do dia dos namorados, em que nós não éramos declaradamente namorados? Lembra do seu sonho realizado? E da minha felicidade ao te ver sorrindo?
Lembra de como eu fiquei quando você disse "eu te amo" pela primeira vez? E lembra de como eu me derreto quando você me diz isso? Lembra de quando te levei para conhecer meus amigos? E das noites maravilhosas que passamos juntos?
Lembra das palavras que você escreveu para mim ou de como eu fico boba quando você faz alguma surpresa?
Lembra o quanto eu te amo e o quanto eu quero ficar com você?


Que este seja o primeiro de muitos aniversários que vamos passar juntos, e que eu possa estar ao seu lado para acompanhar todas as suas vitórias.

Feliz aniversário, eu te amo.

"You're the best listener that I've ever met
You're my best friend
Best friend with benefits
What took me so long

You've already won me over in spite of me
Don't be alarmed if I fall head over feet [...]"

28 de agosto de 2009

Acordei como se nada tivesse sido um sonho. E não foi. A mesma confusão de antes, os sentimentos contraditórios, a agonia; eles não passaram.
O que ele fala e eu não entendo, o meu lado que a ele não cabe.
E assim as barreiras aparecem para nós.
Conviver é difícil.

14 de agosto de 2009

O discurso

Que engraçado. Hoje é o centésimo post e é sobre algo muito importante para mim. O discurso da minha formatura foi feito pensando em todos da turma, em nossas dificuldades e nosso enorme esforço.
Tirando a vergonha de ser tão emotiva e chorar na frente de 300 pessoas, acho que tudo foi bonito.
Para quem quiser, segue abaixo o meu discurso:

Boa noite. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos colegas da turma que me deram a grande honra e responsabilidade de representá-los por meio deste discurso. Muito obrigada!

É com muita alegria que a minha turma pode, enfim, comemorar essa tão sonhada graduação.

Nossos agradecimentos às nossas famílias, que nos apoiaram e nos incentivaram durante todo o tempo para que continuássemos nessa luta. Aos nossos mestres professores, pela dedicação, pelo empenho e pelo amor que tiveram durante esses três longos anos.

Nossos agradecimentos, também, à Instituição UNIP, à coordenação e demais setores e a todos os responsáveis por este evento.

Não posso deixar de mencionar aqueles que estiveram conosco nessa lida: nossos colegas de curso. Nosso reconhecimento àqueles que, com muito esforço, se formaram no final do ano passado, pois, juntos, formávamos uma só turma. À turma de dezembro, nossas mais doces lembranças. E, finalmente, gostaria de agraciar os colegas que estão aqui e que comigo conseguiram alcançar este objetivo.

Cada um de nós tem uma história diferente, mas tenho certeza de que passamos pelas mesmas dificuldades. Tivemos coragem de enfrentar duras jornadas de trabalho associadas aos afazeres domésticos, à educação dos filhos (pois alguns aqui são pais) e aos problemas cotidianos. Havia muitas barreiras para nos impedir de conquistar esse diploma: a falta de dinheiro, o cansaço físico e mental, a incerteza de ser recompensado, o preconceito com a profissão, entre outras. Mas chegamos ao fim como verdadeiros heróis.
Por isso, essa graduação deve ser motivo de muito orgulho para todos nós.
Somos, agora, pedacinhos de Lispector, Shakespeare e de Pessoa. Somos, também, parte de tudo o que aprendemos aqui e aqui deixaremos pequenos resquícios de nossa existência. Parafraseando Drummond: “De tudo fica um pouco. E se de tudo fica um pouco, por que não ficaria um pouco de nós?”.

A ciência transformou nossas vidas e que isso nos incentive a querer sempre mais. Então, professores, trilhem seus caminhos de forma sábia e proveitosa, fazendo o possível para transformar a vida de crianças que, como nós, acreditam no amor e em um mundo melhor.

Assim, faço das palavras de Vinicius de Moraes, as minhas:

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

[...]

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.


Trecho do poema O Haver, de Vinicius de Moraes.

6 de agosto de 2009



Covardia é fazer o mal a quem não sabe o que é isso.

28 de junho de 2009

Eu achei que quando crescesse as coisas mudariam. Não foi bem assim. O que vejo hoje é fruto do que plantei no passado.
Lembro ainda que, quando pequenos, sempre fui o centro das confusões, sempre arrumava um jeitinho de tirar proveito dela e ela, inocente que era, nunca percebia.
Bem... os anos passaram e as coisas foram ficando cada vez piores. Parece que o caos acompanha o nosso crescimento. Às vezes nos uníamos contra as coisas de nosso pai, em outras tantas a encrenca por pequenas causas era mais forte.
Irmãos: nunca se explica.
Ela não existe mais. Erro meu? Não, eu não erro. A culpa é dela, afinal, que obrigação eu tenho de fazer um favor? Ninguém nunca fez nada por mim. Ou fez? Que eu me lembre não.
Talvez eu tenha mudado mesmo, mas foda-se, é até melhor. Não me importo com a falta das pessoas. Um dia, quando precisarem, vão saber me ligar e pedir.
Há tanto tempo me sinto sozinho. Chego em casa e vou para o quarto. É um silêncio que me incomoda. Antes ela subia, deitava na minha cama e falava do dia ou de planos que ela tinha.
Como fui deixar isso acontecer? O que sobra aqui dentro é a raiva e o orgulho de admitir os erros que eu não cometi. Eu poderia deixar de idiotice. Mas não.
Esquizofrenia? É hereditário lá em casa.